Desinvestimento
Hora de reduzir a renda variável

Passaram 8 meses sem a publicação de novas análises. Por duas razões.

Pouca competitividade das ações

A primeira é a mais obvia: a pouca competitividade das ações no ambiente atual dos altíssmos juros pagos pela renda fixa e os riscos apresentados pela economia mundial. O pouco incentivo em adquirir ações tem, como consequência, desinteresse em pesquisar oportunidades de compra.

Na faixa dos 80 anos

A segunda razâo é talvez a mais importante. Após mais de 25 anos mantendo o site Ação&Reação seu editor entrou na faixa dos 80 anos. Na medida em que a idade do investidor avançar, de acordo com os teóricos do assunto, o procedimento correto no gerenciamento de uma carteira de investimentos é reduzir o componente de renda variável, mais arriscada, em favor do aumento da da renda fixa.

Única compra; um mês sem venda

Isso implica em mais vendas e menos compras de ações. De fato, a Carteira Concentrada de Buffet, exibibida no site, registra uma única compra ao longo do último ano e meio (da Intelbras). E em somente um mês deste período não houve venda de ações. É claro que menos interesse em compras implica em menos necessidade em pesquisar oportunidades.

10 anos para conversão

É notável, no entanto, que mesmo com esse desinteresse pela renda variável as ações ainda representam por volta de 50% da carteira. A razão é a limitação de vendas mensais aos R$ 20.000, valor que isenta vendas de impostos sobre ganhos. Essa restrição é particularmente necessária no caso da Weg, investimento apresentando grande lucro inflacionário. Usando o valor da Carteira Concentrada como exemplo fica evidente que, a esse nível de vendas, seria necessário mais de 10 anos para converter o saldo de renda variável em renda fixa.

Acompanhamento continua

É claro que disinteresse em novas compras não significa deixar de acompanhar aquisições antigas, atividade essencial na identificação de bons momentos de venda.

20/07/26

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